Carta Apostólica "Iesus Redemptor Hominis" de Aprovação da Ordem Redentorista | Cópia da edição oficial

 

PIUS EPISCOPUS
SERVUS SERVORUM DEI
AD PERPETUA REI MEMORIAM

Carta Apostólica de Aprovação da Ordem Redentorista

Movidos pelo zelo pastoral que nos foi confiado por Aquele que é o Redentor do gênero humano, Nosso Senhor Jesus Cristo, e atentos às inspirações do Espírito Santo que continuamente suscita na Igreja carismas para a edificação do Corpo Místico, acolhemos com benevolência o humilde e devoto pedido que Nos foi apresentado.

Chegou até Nós a súplica do Reverendo Padre Gabriel Ghislieri, Superior da Ordem Redentorista, juntamente com o parecer favorável e o paterno testemunho de Dom Flávio Brito Cardeal Santos, C.Ss.R., solicitando a confirmação e aprovação apostólica da referida Ordem, de sua vida comum, de seu carisma missionário e de suas normas fundamentais, para maior glória de Deus e salvação das almas.

Considerando que a Ordem Redentorista, inspirada no mistério da Redenção, se dedica com especial solicitude à pregação do Evangelho, à fidelidade à doutrina da Igreja, à vida sacramental, à devoção mariana e ao anúncio do Cristo Redentor aos povos e comunidades mais necessitados de luz e esperança;

Reconhecendo os abundantes frutos espirituais já produzidos por seus membros, bem como a reta intenção de perseverar em plena comunhão com a Sé Apostólica e sob a obediência filial ao Romano Pontífice;
E desejando, no contexto do Ano Jubilar Extraordinário de 2026, fortalecer na Igreja o ardor missionário, o cristocentrismo e a esperança que brota da Cruz gloriosa,
pela autoridade apostólica que Nos foi confiada,
aprovamos, confirmamos e erigimos canonicamente a Ordem Redentorista, com todos os direitos, privilégios espirituais e deveres próprios das Ordens reconhecidas pela Igreja, segundo as normas do Direito Canônico e as disposições desta Sé Apostólica.

Concedemos que a referida Ordem possa:
viver e propagar o seu carisma próprio;
admitir membros segundo suas constituições legitimamente aprovadas;
formar seus religiosos na fidelidade à Tradição viva da Igreja;
exercer seu apostolado sob a proteção do Redentor e da Bem-Aventurada Virgem Maria.
Exortamos o Superior, os religiosos e todos os que a ela se agregam a permanecerem firmes na fé, constantes na disciplina e ardorosos na caridade, para que, como instrumentos dóceis da graça, sejam sinal visível da Redenção no mundo.

Concedemos, ademais, que esta Carta tenha plena força jurídica e espiritual, não obstante quaisquer disposições em contrário.

Dado em Roma, junto de São Pedro,
no Ano do Jubileu Extraordinário de 2026,
segundo ano do Nosso Pontificado.


Ad maiorem Dei gloriam et salutem animarum.

Pius Pp. II